O Sorriso do Mestre
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O Sorriso do Mestre

Preço promocional R$ 10,00 Preço normal R$ 16,00

Título: O Sorriso do Mestre – opúsculo
Autor: Jan Val Ellam
ISBN: 85-88584-04-2
Formato: 12X18cm
Páginas: 112

Relatos de fatos desconhecidos da vida de Jesus, sua viagens quando jovem, como ocorreu a escolha dos apóstolos, são o fio condutor desta obra singela e envolvente. Coroada pelos depoimentos de seu tio terreno, Cleofas e seu pai, José. Jesus sorria! A própria vida dEle foi um sorisso.

Brincava com aqueles que O acompanhavam mais de perto. Na sua família, era sempre quem tomava a iniciativa de tornar fraterno o ambiente. Diante de problemas, era o primeiro a desanuviar o ambiente com sua perpiscácia, sabedoria e bom humor. No entanto, nas páginas do Evangelho não aparece esse sorriso. Por que?

Eram tempos de angústia de um povo que não tinha pátria e concentrava toda a sua energia na religião de seus ancestrais. Impostos pesados do poderio romano caíam-lhe sobre os ombros já combalidos de tanto esforço pela sobrevivência secular. Ainda mais, as disputas internas e o surgimento de diversas seitas no próprio segmento judaico promoviam a todo tempo intrigas e embates que terminavam por prejudicar a todos. A desconfiança invadira a alma do povo judeu que, já espalhado e separado fisicamente enfrentava, agora, a desagregação entre os seus próprios pares.

Além de tudo isso, terminaram por levar Jesus à criminosa crucificação. Com a ressurreição do Mestre, o sentimento de culpa, a vergonha e a sensação de pequenez diante de tanto amor e sabedoria demonstrados pelo amado Rabi, marcaram inapelavelmente os tempos após a Sua morte como sendo momentos de tristeza, desespero e aflição.

A alma judaica, a partir de então, ficou com essa ferida a estigmatizar-lhe a lembrança e, mesmo entre os heróicos cristãos que seguiram a Jesus, também se fazia presente a mesma sensação de dor, pois a todo momento alguém era sacrificado por amor ao Mestre.

Estevão foi o primeiro. Depois seguiram-se-lhe todos os apóstolos e demais discípulos com o sacrifício de suas próprias vidas. Tudo isso promovido pelo poder romano, que estava envenenado pela hipocrisia judaica desde a morte de Jesus. Poucos escaparam. Esses poucos escreveram as suas memórias sobre os fatos. Como podiam exprimir alegria se estavam tristes? Eles não tinham a devida noção do longo prazo do alcance da misssão do Mestre.

No íntimo dos cristãos havia sim, a alegria da descoberta do Cristo. Porém, na expressão de suas atitudes a tristeza era a tônica dominante. Mas Jesus sorria. Ele foi só amor e ternura. Como pode alguém que é só amor e ternura não sorrir? Como pode um semeador de esperanças não adubar nos corações alheios a ternura de um sorriso? Como pode alguém, cercado de crianças — como comumente Ele se permitia ficar — não suavizar a expressão facial para com elas interagir se eram elas que O procuravam?

Afirma-se que Jesus jamais sorria, como se isso fosse possível. Como se Ele fosse o carrasco do sorriso. Nos últimos meses de Sua permanência na Terra realmente o Seu semblante tornou-se grave porém jamais perdeu a ternura no olhar. Na verdade, quando percebeu que era inevitável o cálice que iria beber, passou a se isolar dos demais, sempre que podia.

Esse período marcou muito os apóstolos que somente perceberam o que estava para acontecer com Jesus no próprio dia em que foi crucificado. Antes disso, simplesmente não tinham a menor idéia de que tal fato seria possível, apesar dos receios que todos os que O seguiam carregavam no íntimo, devido ao patrulhamento dos membros do Sinédrio Judaico. Foi inevitável que essa marca de tristeza e angústia íntimas não caracterizasse as primeiras páginas escritas sobre a vida de Jesus.

Jesus sorria e muito. Não aquele riso afetado e barulhento. Mas aquele que vem do fundo d'alma, expressado com toda suavidade e ternura, durante a convivência diária. Na Sua majestosa postura de homem simples Ele distribuiu graças e esclarecimento a todos os que tiveram o privilégio de com Ele conviver. Se nós, que somos marcadamente imperfeitos, conseguimos iluminar a alma alheia com um sorriso na nossa face, o que não provocava o Mestre quando, com o seu olhar, às vezes grave e sério, quando percebia a miséria da humanidade e, outras vezes nobre e terno, quando antevia a redenção dessa mesma humanidade, a todos embevecia com o magnetismo que dEle irradiava.

Sua oratória vibrante, cheia de expressões suaves, envolvia a todos que O cercavam. E ainda hoje, os eflúvios de Sua presença na Terra chegam aos nossos espíritos, nos envolvendo em suaves sentimentos de paz e esperança, porque Ele é brando e terno de coração. Narrar, mesmo que de forma modesta, algumas das passagens da vida de Jesus mostrando a poesia de Seu testemunho entre nós é, portanto, objetivo desse despretensioso trabalho.


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